
O sagrado feminino tem varias faces, muitas reverenciadas com louvor em muitas culturas e em muitos tempos.Visto como a personificação da beleza, da criação da fertilidade e da materialização da vida.
A Inevitável associação as fases da lua com este ídolo que para algumas culturas é a figura feminina, tal sagrado é visto assim, lua crescente sua fase jovial, virginal, pura de leve beleza e frescor,o plenilúnio é então sua fase de maturidade, física e mental trazendo o poder da criação latente, é a Mãe, a que gera, a que ama o filho a que ama o amante, a senhora soberana de si e dos seus, a fase minguante é a sua maturidade unida a sabedoria dos caminhos que seus pés idosos já caminharam, é o saber aplicado e pronto para passar a outros, é a face idosa de uma sabia.
Mas poucos se lembram, talvez por não a verem na fase nova, também chamada de face escura da Mãe, este é o momento que a criadora também destrói, não é ódio, mas como a terra que se renova após cada colheita, deve ser arada para um novo plantio, assim é esta fase quando com toda sua força ela é o caos que precede seu renascimento, ela é o sangue de uma fecundação não feita, que vem para renovar,para trazer a oportunidade de uma nova vida, ela é o lado negado, violento, destruidor, não compreendido, ela é a cheia que inunda mas que também traz a fertilidade a terra, senão houver a destruição do antigo nada de novo nascera.
Neste caso faço eu uma nova associação, no qual o sagrado feminino também se ajusta, digo então que ela é a Fênix, que no seu ciclo nasce, amadurece, se torna de grande poder, e nas suas chamas se consome para dela renascer.
Hécate, Kali, Baba Yaga, Lilith, Cailleach, Morrigan, Hel, Ran, Sekmet, Ereshkigal, Coatlicue, são manifestações deste face da Deusa